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Visitar Portimão
O perfil branco de uma igreja no alto de uma colina. As ruas estreitas do antigo bairro de pescadores e comerciantes. Aspectos de Portimão que definem o seu carácter de cidade secular. A que se junta a presença do mar e do areal extenso da Praia da Rocha.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Localizada no alto de uma colina, marcou durante séculos o perfil da cidade. Edifício do séc. XV, sofreu reconstrução no séc. XVIII, seguida por remodelação no séc. XIX. Da edificação primitiva resta um belo portal gótico, com capitéis decorados, uma gárgula e botaréus. Interior de três naves. No altar-mor, valioso retábulo de talha dourada, com decoração barroca. Entre as imagens, destaca-se um São Pedro Apóstolo (séc. XVI) e quatro crucifixos de marfim e pau-santo. Pias de água benta manuelinas (séc. XVI). Silhar de azulejos de diversas proveniências (séc. XVII).
Colégio dos Jesuítas
Edifício de linhas austeras e majestosas, mandado construir por voto de Diogo Gonçalves, fidalgo enriquecido no Oriente, que tem túmulo de mármore polícromo no interior da igreja. Construído de 1660 a 1707, sofreu amplas reparações após 1755.
A fachada apresenta três corpos, sendo o correspondente à igreja mais elevado e com frontão de linhas curvas. No corpo lateral direito, uma porta manuelina (séc. XVI). A igreja, a mais ampla do Algarve, é de uma só nave e característica das igrejas salão. Altar-mor e altares colaterais com talhas douradas (início do séc. XVIII) de grande interesse pela profusão decorativa, com uma imagem da Virgem e do Menino, renascença (séc. XVI) e outras dos sécs. XVII/ /XVIII. Nos altares laterais, uma imagem de Nossa Senhora da Piedade e o crucifixo do Senhor Jesus dos Milagres (séc. XVII). No topo da nave, em nicho envidraçado, a imagem do Senhor dos Aflitos, de grandes dimensões.
Convento de São Francisco
Construção do séc. XVI, sofreu grandes estragos em 1755, vindo a arder em 1884. Abandonado, revela ainda pormenores arquitectónicos de interesse na igreja, claustro e sala de capítulo.
Capela de São José
Edificação de fachada simples, com frontão de linhas curvas e pináculos, situa-se na zona antiga da cidade frente aos estaleiros navais e ao "Largo da Barca", lugar de atravessamento do rio com uma embarcação antes da construção da ponte.
Centro Histórico
De Portimão medieval restam apenas alguns panos de muralhas ocultados pelo casario. É a arquitectura dos finais do séc. XIX e início do séc. XX que marca o perfil do centro histórico, nas casas de dois pisos, de varandas de ferro forjado, cantarias enobrecidas nas janelas e portas, remates com balaustradas de pedra e cerâmica, paredes revestidas a azulejos. A Câmara Municipal ocupa o antigo Palácio dos Viscondes de Bívar (séc. XVIII), edifício de linhas nobres e clássicas.
Para viver e conhecer a alma de Portimão é necessário esquecer o tempo à sombra das árvores do jardim Manuel Bívar, vendo passar os barcos de pesca e de recreio, percorrer as ruas e praças que falam de uma cidade industriosa e activa, que soube acompanhar o progresso.
Praia da Rocha
Areias finas e douradas a perder de vista. Tranquilo mar azul-turquesa. Falésias ocres e rochedos de formas fantasiosas. É este o quadro natural da Praia da Rocha que, hoje como sempre, entusiasma pela sua beleza.
Descoberta para o turismo nos finais do séc. XIX foi, durante décadas, estância de Verão de famílias abastadas de Portimão, do Algarve e da Andaluzia e, no Inverno, de Inglaterra.
Desse período histórico data o Hotel da Bela Vista, com a sua arquitectura e decoração ao gosto "belle époque".
Os anos 50 e 60 foram os da progressiva internacionalização, que levaram à sua transformação num centro turístico cosmopolita, num nome conhecido em toda a Europa que gosta de sol, mar e praia.
Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar
Integrava, juntamente com o fronteiro forte de São João de Arade, em Ferragudo, as defesas de Portimão e do seu porto contra os ataques de corsários e piratas.
Construção dos sécs. XVII/XVIII com excelente posição estratégica. Miradouro privilegiado do mar, do rio, das praias e falésias, pretexto para desfrutar ao fim da tarde o pôr-do-sol. No interior, uma antiga ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria.

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